sexta-feira, 29 de maio de 2009

Conto - A Traição - Parte II

"Ela parecia que dançava enquanto andava, seus quadris mexiam delicadamente e pude observar seu sorriso de malicia enquanto eu tentava disfarçar o meu olhar.

Ao entrar na sua casa, observei o ambiente, dois sofás no centro da sala em forma de “L”, uma mesa simples no centro, um bar na lateral, algumas fotos e pinturas espalhadas na parede. Um lugar realmente muito aconchegante.

Ela esperou eu observar o local e logo disparou:

- Cerveja ou alguma bebida quente?

- Cerveja para começar. Respondi calmamente vendo o sorriso de satisfação pela resposta.


Abriu o pequeno frigobar e abriu as cervejas. Entregou uma para mim e convidou-me para sentar ao seu lado.

Sentei timidamente ao seu lado e logo pensei, agora é a hora que ela puxa assunto. Mais que depressa ela fala:

- Bem já sei seu nome, eu também sei que você mora em São Paulo, sei que você namora e sei que você está nervosa. Agora se você me permitir...

Ela se aproximou, senti seu hálito se aproximando de minha boca, pude sentir um imenso arrepio quando seus lábios tocaram o meu. Por reflexo me afastei e assustada sussurrei:

- O que você quer?

- Eu quero você, e eu sei que você me quer, não importa o amanha apenas quero ter você agora."



Continua.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Conto - A Traição

Estava frio lá fora.

Fernanda parecia calma, seus olhos pequenos de cor amarronzada era o perfeito disfarce disso.
Segurando minha mão enquanto ajeitava o decote nada modesto, disse-me:


- Você me traiu?

Com um susto, e ao mesmo tempo tentando entender o porquê da pergunta fiquei imóvel.

Observei seus olhos, agora eles estavam fixos em mim, analisando cada movimento, e quando pude perceber cai em devaneio.

“Estava sentada na calçada, a viagem tinha sido cansativa, conversava com minhas amigas que há tanto tempo não via, sorrindo das piadas bobas olhando ao redor vi Mariana, nunca a vi por aquela região, e logo tratei de me informar sobre ela.

Mariana, 23 anos, branca dos cabelos morenos, sorriso lindo, e seus olhos pareciam fixos em mim, morava com os pais, estava desempregada e tinha vindo passar alguns dias aqui no interior.

Com uma curiosidade resolvi me aproximar, comecei a sentir a fragrância de seu perfume doce, não conhecia o nome do perfume, mas era um cheiro delicioso,ela acompanhou meus movimentos com um olhar de malicia, retribui o seu sorriso ao me aproximar e disse-lhe:

- Seria um mero clichê se te perguntasse que você sempre vem aqui?

Uma gargalhada gostosa, seu sorriso era lindo, observei ela estreitando os olhos aos poucos enquanto falava:

- Não, não seria, e seria muito precipitado eu dizer queria muito ter você eu meus braços só para sentir teu beijo?

Fiquei imóvel, minhas amigas já tinham ido, estava somente eu e ela, quando insistiu:

-Estamos na frente de minha casa, quer entrar? Beber alguma coisa e nos conhecermos melhor para quebrar o gelo?”

Continua.

sábado, 16 de maio de 2009

Dúvida

"Meu coração partiu sem deixar meios de como consertar.

Pensando, para tentar obter uma resposta que talvez eu não queira ouvir."

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Conto - Sinuca

Tudo começou com um beijo.

Alguns goles de cerveja e já esquecemos as poucas bolas que restavam sobre a mesa de sinuca. E que beijo.

Quente, forte, como se nossas bocas fossem ser devoradas uma pela outra. Empurrei suavemente teu corpo na parede e senti um suspiro abafado pelo beijo lhe escapar.

Minhas mãos percorriam ferozmente pelo teu corpo, suas coxas, seios, cintura, todos viraram lugar para minhas mãos sedentas pelo teu calor.

O beijo cessou por um instante, os olhos dela, aqueles lindos olhos castanhos escuros pedintes para mais um beijo, agora mais suave, carinhoso, focado em explorar cada milímetro de sua boca enquanto apertava-a fortemente contra minha cintura.

Ousei, abri o botão de sua calça, meus dedos ansiosos para percorrer aquele caminho que ainda não havia sido explorado. Por um momento percebi a hesitação em seus olhos.

Com calma e leveza afastei a calça e sua calcinha preta, por um rápido momento me contive em acariciá-la por cima de sua roupa de baixo.

Beijei-a com mais força e senti seu corpo amolecendo, se rendendo a minha investida. Foi à deixa, deslizei meus dedos sobre seu sexo, pude sentir uma leve contração do seu quadril, relaxado e ao mesmo tempo ansioso.

"Úmida, quente e dançando junto aos meus dedos."


P.s. - por capricho adoro ser narradora-personagem de meus contos, espero que vocês apreciem.