quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ser lésbica e Solteira - Parte IV - Dois em Um.

Poesia.

Como se a vida sempre nos lembrasse que precisamos dela.
Cheia de promessas e confissões.
Um breve relato de um sentimento que as vezes nem existiu.
O coração confessa em estrofes toda sua sensibilidade.
E a cada paragrafo são lagrimas desespero ou alegria...
Nesse mundo de insensibilidade não a lugar para poesia e nem sua magia.
Quisera eu apenas não amar, me pouparia, mas que graça teria afinal?
A carne não é nada sem amor, sem esse sentimento que nos move para tudo.
O amor é um sentimento que constroi e destroi a todos.
Não sejamos tolos de não compreendermos  isso.
Percebo que a cada vez que tendo derramar lagrimas e não consigo, elas joram em palavras, as vezes sem sentido, as vezes uma confissão que nem meu coração sabia dizer.
A poesia é o canto, a personificação do amor em codigos.
Sou sua amante eterna, meu alivio imediato, meu sopro inquieto.
Meu choro sentido.
E meu devaneio assistido....


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"Será que  só nós nos sentimos assim?
A fantasia sempre me seduz muito mais do que a realidade.
Tão rica em detalhes e beleza que é facil se deixar levar.
Me seduz e me prende em seu mundo.
Deixa eu caminhar nessa sua realidade até me curar de todas as dores...
Me preencha com o desejo e um amor, que seja doce, e me conforte.
Só você poesia consegue, me fazer enxergar beleza em tantos pedaços.
Pedaços que, alguns se perderam para sempre, outros nem quero mais.
Satisfaça minha alma carente de sentimentos, sensível e agora deserto..."

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ser lésbica e Solteira - Parte III

Apenas seja.


Não importa como nem quando.

É assim que estou vivendo, não me importando mais, ou pelo menos tentando não me importar mais.

Tentativas nem sempre bem sucedidas.

Buscando algo para preencher o vazio que está presente todos os dias quando acordo.

O que eu pretendo não é certo, é apenas o momento.

Eu vou.

Eu quero.

Eu sou.

Deixe-me viver assim por hora, é a cura, é o que meu coração precisa.

Apenas bata como sempre, eu sei que você pode.

Mas pare de doer um pouco.

Não torne mais difícil do que é, seja paciente.

Continue sendo.

Apenas seja.

*pode ler de baixo para cima, o significado acaba sendo no fim o mesmo*

domingo, 25 de setembro de 2011

Ser lésbica e solteira - Parte II

Sabe hoje antes de escrever pensei como é ruim ter saudades...

Ai cá estou eu sentindo a mesma coisa.

É difícil sentir o seu cheiro em meu corpo e simplesmente não ligar.

Não existe, fato.

De todas as dores a única que não aprendi a lidar é a saudade, todos meus relacionamentos foram assim, e não vão deixar de infelizmente ser assim.

O duro de ser solteira é isso, existe uma lembrança que no fim não existe, a gente cria.

Queria muito ter alguém para a vida inteira, mas agora já não há.

Juro que não queria pensar, juro que não queria sentir, mas o que fazer quando se sente, você quer, seu coração anseia por tal coisa...

Muitos copos de uísque não contribuem, as vezes parecem que eles trazem a tona todo o sentimento, toda a sensibilidade...

Já não quero mais pensar sobre o amanha, não quero mais querer.

Quero apenas que no amanha tudo esteja bem, tudo esteja certo.

Só existem regras de como amar, mas não entendo.

Como existir regras de algo subjetivo, imaterial, apenas sentido?

Ahhh de todos meus defeitos o único que não queria ter era amar...Amar e precisar de amor.

Será que é tão difícil?

Será que existe?

I don’t know

terça-feira, 20 de setembro de 2011

I go back to....

A cada minuto é como se uma flor desabrochasse.

Ainda é impossível dizer como ela vai ser,
Apenas que ela um dia vai ser...
Eu odiaria vê-la sendo despedaçada mais uma vez.
Hoje já acabou, mas não importa.
Acabar não significa que deixamos de sentir...
Eu não desejaria nada a não ser mais uma noite como essa.
Serena e calma, não aos meus olhos turvos.
Apenas porque ela é simplesmente assim.
Independente de tudo que sinto ela vai continuar sendo assim.
A vida deveria ser assim...
Ou pelo menos deveríamos entender que ela é assim.
Alheia a nós.
Mas eu cansei de ser apenas uma espectadora...
Quero participar de cada detalhe de minha vida,
Não me importo mais sobre o amanha, ele ainda não existe em minhas lembranças ainda.
Nada vai se comparar quando entender que meus erros foram apenas meus, e que se feri alguém não depende mais de mim.
Eu sempre lembrarei tudo em câmera lenta toda vez antes de deitar,
E todos meus desejos dormiram comigo mais uma noite.
E minhas magoas serão ofuscadas pelo brilho intenso do luar.
Nunca gostei mesmo de finais, porque meu brilho está no inicio de cada frase.
O desfecho não cabe a mim....
Nunca acaba.
Existe apenas um ponto final, mas nunca deixa de ser e existir.
É uma pequena pausa até meu coração começar a me guiar novamente.
E que seja assim para sempre, um para sempre que nunca acaba.

domingo, 18 de setembro de 2011

Ser lésbica e solteira - Parte I

"Eu decidi começar um projeto novo dentro de meu blog, como todos sabem estou solteira, e isso é algo inédito nessa minha vida.


E como sempre tive meu blog como refugio e terapia particular decidiram transcrever como é para mim de fato estar solteira e minhas primeiras experiências aqui.


Bem seu nome é:


Ser lésbica e solteira.


Espero que gostem.


Rebeka."

Ser lésbica e solteira – Parte 1.



Depois de tantos relacionamentos  meu coração exigia algo que ainda é muito difícil para uma pisciana como eu, ser solteira.

Eu com vinte e dois anos estou aprendendo como é amar a você, não que isso seja um clichê barato para apenas confortar corações solitários. É a realidade, não basta você amar, doar, ser, com outro alguém, o importante é você, seu eu, aquele que você sempre esquece quando toma a sua frente um relacionamento.

Após o termino de um relacionamento sempre o que sobra são incertezas, onde e como tudo aconteceu, por que aconteceu.  Vem aquela famosa fossa, não precisa ser necessariamente relacionada a pessoa, mas a você, quem era eu? Já desconhecia, já não sabia, meus gostos já tinham se tornado tão dos outros, minha rotina já tinha se tornado tão dos outros. É realmente estranho olhar para você e não perceber o que aconteceu, sendo que a pouco você estava feliz, mas a felicidade em si não vinha de seu brilho, e sim de quem te acompanhava, já que a mesma se tornou seu guia.

Então, começar a gostar e amar você, que é uma completa desconhecida é algo realmente bizarro.

E aqui estava eu, minha primeira semana solteira.

A carência era tão gritante que ansiava um carinho mas sem qualquer envolvimento.

Era quinta-feira, após o almoço, eu e Fábio, meu amigo/irmão , estávamos conversando e eu confessei:

- Quero sexo!

O olhar surpreso e malicioso de meu amigo foi engraçado o que me fez rir imediatamente após a frase.

Ele logo sugeriu:

- Tenho uma amiga que esta na mesma “vibe” que você.

Eu como uma boa pisciana que adora uma sacanagem pergunto:

- Bonita?

- É, é a Ingrid, estava conosco no Barbaro, mas provavelmente você não se lembra. (Neste episodio estava totalmente bêbada, e realmente não lembro dela).

- Hum, mas vai ser assim, conhecer e já sexo?

- Ahhhh, me empresa seu telefone.

Logo já estava ele ligando, como uma boa bicha amiga (risos), ele já estava conversando com ela:

- Ingrid, é o Fabio, tudo bem? Então tenho uma amiga minha que quer sexo, já se depila ai que nos vamos passar a noite na sua casa!!!!

Eu ria desesperada ainda mais quando ele disse para eu conversar com ela.

- Oi. (mais tímido impossível)

- Olá, então vamos nos ver a noite?

- Tudo bem, saímos do serviço as 17:30, ai passamos na sua casa para bebermos algo.

A conversa foi rápida, porem com uma recém-expectativa criada.

Nunca me imaginei fazendo isso, sexo por sexo, era algo inexistente para mim, sempre tinha de haver um envolvimento.

Mas não é que eu gostei dessa brincadeira?

A noite passamos em sua casa, e depois de um dialogo sem muita importância decidimos vir para minha casa, afinal moro sozinha e poderíamos ter a privacidade necessária.

Ao chegar logo decidi pegar umas cervejas no bar para perdemos a timidez. E deu certo, após alguns copos já riamos e parecíamos amigas de infância.

Demorou um pouco, mas depois de provocar de forma bem direta consegui o que eu queria.

- Você está muito mole! (disse a ela sem o menor pudor).

Seu olhar surpreso foi logo substituído por uma resposta a altura:

- Não estou sendo não!

E assim foi o primeiro beijo, quente, molhado e urgente.

Como estava sentada ao seu lado, resolvi mudar de posição e provoca-la um pouco mais, sentei no seu colo sem interromper o beijo.

O suspiro que ela soltou quando sentei me excitou ainda mais, o que me encorajou a investir mais e deixar minha boca até seu pescoço.

Quando dei por mim já tinha arrancado minha regata e já queria sentir seu sexo, ah e como ele estava molhado,  logo propus para irmos para a cama.

Levantamos e caminhamos apressadas para o quarto, não me fiz de rogada e logo a deitei na cama e fui tirando sua calça, queria sentir seu gosto, suga-la até o ultimo, e não perdi tempo já logo desci e satisfiz minha vontade.

Seu gemido foi único assim que a toquei com minha língua, um leve tremor o acompanhou.

Após algum tempo, e tentativas de completar a frase ela pediu:

- Deixa eu te chupar agora?!

E como recusar?

Apenas deitei e deixei que ela fizesse o que quisesse de mim. E não posso negar que ela sabia muito bem o que estava fazendo, meu corpo respondia inteiramente os movimentos dela e não demorou muito para ela conseguir o que ela queria.

Gozei gostoso, mas queria mais, muito mais.

Queria senti-la, queria sentir ela com meu toque.

Toquei-a com urgência, seu gemido dessa vez foi alto, tocava e a chupava junto, nossa e como ela rebolava gostoso para mim. Rápido, um ritmo só. Ela gozou deliciosamente em minha boca.

Já logo a beijei novamente, queria sentir seu sexo junto ao meu.

Logo me deitei sobre ela, enquanto ela me olhava curiosa do que estava por vir, ao entender o que eu queria ela abriu suas pernas e facilitou o encaixe.

Nossos sexos molhados pela excitação faziam com que o movimento de vai e vem fosse intenso, beijos e gemidos regiam nossa sintonia, seu corpo junto ao meu, palavras sem sentidos e a única certeza de que o auge do prazer estava próximo, apertei-a e disse junto ao seu ouvido:

- Vou gozar bem gostoso para você, vem comigo?

Ao findar a frase já sentia em seu corpo os espasmos, e sua respiração muito alterada junto como nossos gemidos em conjunto.

Deixei-me cair sobre seu corpo e terminei apenas com uma frase:

- Você é deliciosa.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Felicidades passageiras.

Num sufoco de tentar abafar meus sentimentos vivo intensamente.

A lua sempre me lembra que há um dia seguinte.

Seja ele belo, ou apenas chuvoso.

Essa minha impaciência diz que preciso ter calma.

Mas como ter calma quando quero tudo? Agora?

Uma liberdade provisória eu crio a cada noite, minhas noites não são mais de sonhos, prefiro ficar acordada, viver, ver, descobrir, fingir, sentir.

E às vezes na tentativa de querer o nunca mais se torna tão constante que os seus sentimentos somem.

Tu passas a viver conforme o vento mexe em teus cabelos e leva teu corpo.

É assim que se vive?

Eu não encontro respostas, apenas sigo meu impulso de querer mais e mais.

Qual a melhor saída?

Vamos deixando de dizer o importante, e o que sentíamos, e tudo que resta é um mundo cinza que tentamos desesperadamente colorir.

É tudo sem sentindo sem amor.

Fica tão...

Vazio.

O egoísmo que impera sempre a sua volta deixa tudo tão desmotivante, e nunca há espaço para o próximo.

Vejo que muitas vezes as demonstrações de carinho são poucas perto de momentos fúteis que invade a sua rotina.

E tudo se esvai, tornando um nada.

Nada, sempre, sempre é nada, nada é para sempre.

Quem sabe um amanha é bem melhor do que o meu ontem?

É sempre melhor deixar para depois.

O coração sempre espera, por hora é melhor esquece-lo batendo dentro do peito do que apenas deixa-lo se machucar de novo.

É melhor se perder em momento do que emoções.

Ontem a noite me olhei no espelho, é tão estranho ver todas as transformações e perceber que quanto tempo fazia que não me olhava.

Enxergar você através dos seus próprios olhos é totalmente diferente, algo novo.

Quero descobrir algo novo em mim e para mim.

Talvez isso não precise tanto de amor.

Eu espero.

“Ontem a noite eu conheci uma guria...”(Engenheiro dos Hawaii - Piano Bar)

“Amanha ou depois, tanto faz se depois for nunca mais...”(Nenhum de nós – Amanha ou Depois)

sábado, 10 de setembro de 2011

É tudo tão simples.

Ao acender o cigarro no fumodromo, Renata senta ao meu lado pedindo o isqueiro.

Compartilhamos nossas experiências, ambas frequentando a primeira vez uma casa de Swing.

Meu Uísque já estava ficando aguado quando decidimos entrar no quartos.

Entramos em uma sala/quarto onde as pessoas podiam assistir tudo que estava prestes a acontecer.

É tão fácil, pensar em como tirei sua roupa e deixei-a caída ao chão enquanto a beijava, ao espiar lá fora e ver varias pessoas homens e mulheres matando a curiosidade em ver duas mulheres transando.

Isso me excitava ainda mais.

A conduzi até o sofá e deitei sobre ela, louca para sentir seu sexo todo molhada.

Olhei para trás e dei um sorriso de satisfação ao ver tantos espectadores.

A toquei de leve, seu corpo com a penumbra do ambiente era fantástico, sua pele era macia, uma morena muito gostosa.

A cada toque seu corpo arqueava me dando mais prazer em observa-la.

Sentia que seu gozo estava próximo quando parei e pedi para q ela me chupasse, seus olhos denunciavam o desejo.

Ela me dominou com suas mãos e me deitou com pressa, beijou meu corpo até descer ao meu sexo, me chupou forte, com tesão, me fazendo gemer e pedir mais.

A nossa plateia muito animada queria ver ambas chegando ao ápice, e confesso que não demorei nada, até ela propor vamos para outro quarto?

Saímos andando nuas pelos corredores escuros, sem pudores, carregando as roupas até um quarto mais reservado.

A surpresa foi quando entramos e vimos um casal de meninas e mais surpresa ainda quando elas pediram para nos participarmos.

Renata me olhou como quem pede permissão, eu apenas deixei minhas roupas e já beijei a loira enquanto sua morena a chupava.

Renata ficou olhando alguns segundos e depois resolveu entrar na dança.

Sentir quatro mãos te acariciando enquanto uma terceira pessoa te chupa é realmente algo indescritível, e só olhar as três se divertindo e rindo, procurando como satisfazer é algo sensacional.

Eram beijos, corpos, gemidos, sensações jamais sentidas que aconteceram ali.

E o que fica hoje é uma deliciosa lembrança e uma certeza provavelmente irei repetir isso.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ahh como somente hoje queria ter alguém para abraçar e dormir tranquilamente .

sábado, 3 de setembro de 2011

Tudo que eu senti e fui já mudou.

Mesmo assim é tão difícil saber amar você mesmo.

Nessa fase de reconstrução de quem eu sou percebo que busco fuga facilmente em detalhes antes não tão importantes.

Percebo que ainda estou tão frágil as emoções a minha volta.

E me tranco numa tentativa de fazer parar de doer algo que não sei direito o que é.

Mesmo de portas fechadas ainda vejo uma fresta de luz que insiste em passar.

Seria ela me dizendo que ainda há esperança?

Ou seria ela a responsável pelos turbilhoes de sentimentos?

E estranho não saber ainda quem eu sou.

Apenas vou fazendo o que defini como prioridades nesse momento.

Sei muito bem o que busco, mas também sei que hoje não há mais tempo para o amor em mim.

É uma tentativa de crescer para não errar da mesma forma que errei antes.

E me focar tanto em responsabilidades sinto meu corpo cansado.

Será que eu consigo?

As vezes desistir parece ser tão tentador.

Fico lembrando de tudo e parece que carrego um fardo enorme quando enfim reconheço que muito dos erros que aconteceram em minha vida foram causados por mim.

Nos podemos apenas escolher recomeçar.

Mas é muito difícil tentar arrumar a bagunça que ficou dentro de mim...