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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Conto: Até onde você permite amar. Cap. Um

Era tarde,

Camila sempre se perguntava o porquê não conseguia dormir. Já se passavam das três da manha, quando decidiu levantar-se e acender um cigarro na varanda.

Observava os carros andando na rua, flash de luzes distantes percorrendo a via em alta velocidade quebrando o silencio da madrugada.

Mais uma tragada na tentativa de sentir algum prazer nisso.

Desistiu.

Nem mesmo o frio que fazia a fez sentir algo. Descrente, foi deitar e no fim foi vencida pelo cansaço.

Acordou as 6:30, e foi cercada pela rotina. Levantar, tomar banho, escovar os dentes, decidiu tomar o café a caminho do escritório. Já no ônibus, cheio pelo horário de pico, resolveu ignorar o mau humor matutino e colocou seu mp3 para tocar uma musica qualquer.

Alheia a agitada manha dos paulistanos, ela desceu do ônibus a procura dos cigarros na bolsa, foi quando levou um esbarrão de uma mulher que passava correndo pela rua, no que já virou para soltar um dos mais belos palavrões que conhecia,  ela foi surpreendida pelo mais lindo sorriso que já havia visto e um pedido de desculpas sincero com um leve aceno de mão.

Camila ficou desconcertada por um momento, mas logo retribuiu o sorriso e acenou a cabeça.

Que sorriso lindo!

Foi trabalhar com esse pensamento, quem seria aquela mulher? Ultimamente não tinha reparado muito nas pessoas a sua volta, será que ela corria por ali sempre?

Decidiu mergulhar no trabalho e deixou de pensar na morena que tinha dominado seus pensamentos.

Com o fim do expediente o vazio a dominava, havia se formado na area que apreciava, contabilidade,  já tinha um apartamento e um carro, uma vida perfeita se não fosse pelo fato de estar sozinha a mais de três anos. Desde o ultimo relacionamento não conseguia mais encontrar razão para o amor na sua vida, mas nesses últimos meses simplesmente entendeu que não havia razão da vida sem o amor. Com quase vinte e sete anos, Camila se via só no mundo que tinha criado.

Decidiu ligar para um amigo e tomar uma cerveja, pouco importava que ainda fosse terça-feira.

Já no bar próximo ao serviço, Rodrigo chegou, ele vendo a cara da amiga já deduziu o humor dela:

- Fala racha querida!

- Ai Rodrigo você sempre precisa tirar nos dois do armário não é mesmo?

 - Imagina mona, você tem Sapatão escrito na testa!

Ambos riram, era impossível manter o mau humor ao lado dele, de certo foi a melhor escolha ter o chamado para ser sua companhia.

- Camila você está precisando trepar mulher, você é tão linda, não sei porque se deprime a toa.

- Eu não sei, nunca fui fã dessa coisa de sexo sem amor...

- Deve ser porque você nunca fez né? Olha não precisa transar, mas ao menos conhecer mulheres novas, se divertir, veja amanha tem uma festa na casa do Diego, lembra dele? Então vamos vai, afinal véspera de feriado, larga esses balanços e razonetes chatos e vai beijar mulher!

Até que não era má ideia, fazia tempos que não saia, resolve ir, pois não tinha nada a perder.

Despediram-se com a promessa que o dia amanha renderia ao menos uma boa diversão.

No dia seguinte tudo passou rápido, todas as rotinas e trabalhos feitos, já estava na hora de ir para casa.

Tomou um banho demorado, deixando para trás todas as magoas e colocou na cabeça hoje eu quero é me divertir!

Ajeitou seus cabelos castanhos os deixando ficarem ondulados, passou um lápis de olho apenas para realçar seus olhos também castanhos, colocou uma regata branca, uma sandália de salto baixo e um jeans que valorizava suas pernas. Olhou-se no espelho apenas para dar a ultima checada e pronto, pegou a bolsa e as chaves do carro e foi de encontro ao Rodrigo.

- Moooonaaaaa você está um arrasoooooo! Olha se eu fosse hetero eu até investia.

- Para viado que você não consegue nem fingir que é hetero!

- Claro que consigo (engrossando um pouco a voz).

(risos)

Decidiram ir para a casa de Diego, afinal a festa já tinha começado. Ao chegarem, viram uma festa de muito bom gosto e “gliter”, afinal Diego sabia como ninguém fazer uma festa, o som estava muito bom e tinham aperitivos e bebidas a vontade.

Camila se serviu de um copo de Uísque e Rodrigo foi cumprimentar a multidão de pessoas que ele conhecia.

Decidiu ir sentar e observar a festa, quando estava quase chegando na mesa, levou um esbarrão e deixou todo o uísque cair na roupa, quando foi olhar inconformada lá estava a mulher do sorriso mais lindo novamente...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Conto - A Traição - Parte II

"Ela parecia que dançava enquanto andava, seus quadris mexiam delicadamente e pude observar seu sorriso de malicia enquanto eu tentava disfarçar o meu olhar.

Ao entrar na sua casa, observei o ambiente, dois sofás no centro da sala em forma de “L”, uma mesa simples no centro, um bar na lateral, algumas fotos e pinturas espalhadas na parede. Um lugar realmente muito aconchegante.

Ela esperou eu observar o local e logo disparou:

- Cerveja ou alguma bebida quente?

- Cerveja para começar. Respondi calmamente vendo o sorriso de satisfação pela resposta.


Abriu o pequeno frigobar e abriu as cervejas. Entregou uma para mim e convidou-me para sentar ao seu lado.

Sentei timidamente ao seu lado e logo pensei, agora é a hora que ela puxa assunto. Mais que depressa ela fala:

- Bem já sei seu nome, eu também sei que você mora em São Paulo, sei que você namora e sei que você está nervosa. Agora se você me permitir...

Ela se aproximou, senti seu hálito se aproximando de minha boca, pude sentir um imenso arrepio quando seus lábios tocaram o meu. Por reflexo me afastei e assustada sussurrei:

- O que você quer?

- Eu quero você, e eu sei que você me quer, não importa o amanha apenas quero ter você agora."



Continua.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Conto - A Traição

Estava frio lá fora.

Fernanda parecia calma, seus olhos pequenos de cor amarronzada era o perfeito disfarce disso.
Segurando minha mão enquanto ajeitava o decote nada modesto, disse-me:


- Você me traiu?

Com um susto, e ao mesmo tempo tentando entender o porquê da pergunta fiquei imóvel.

Observei seus olhos, agora eles estavam fixos em mim, analisando cada movimento, e quando pude perceber cai em devaneio.

“Estava sentada na calçada, a viagem tinha sido cansativa, conversava com minhas amigas que há tanto tempo não via, sorrindo das piadas bobas olhando ao redor vi Mariana, nunca a vi por aquela região, e logo tratei de me informar sobre ela.

Mariana, 23 anos, branca dos cabelos morenos, sorriso lindo, e seus olhos pareciam fixos em mim, morava com os pais, estava desempregada e tinha vindo passar alguns dias aqui no interior.

Com uma curiosidade resolvi me aproximar, comecei a sentir a fragrância de seu perfume doce, não conhecia o nome do perfume, mas era um cheiro delicioso,ela acompanhou meus movimentos com um olhar de malicia, retribui o seu sorriso ao me aproximar e disse-lhe:

- Seria um mero clichê se te perguntasse que você sempre vem aqui?

Uma gargalhada gostosa, seu sorriso era lindo, observei ela estreitando os olhos aos poucos enquanto falava:

- Não, não seria, e seria muito precipitado eu dizer queria muito ter você eu meus braços só para sentir teu beijo?

Fiquei imóvel, minhas amigas já tinham ido, estava somente eu e ela, quando insistiu:

-Estamos na frente de minha casa, quer entrar? Beber alguma coisa e nos conhecermos melhor para quebrar o gelo?”

Continua.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Conto - Sinuca

Tudo começou com um beijo.

Alguns goles de cerveja e já esquecemos as poucas bolas que restavam sobre a mesa de sinuca. E que beijo.

Quente, forte, como se nossas bocas fossem ser devoradas uma pela outra. Empurrei suavemente teu corpo na parede e senti um suspiro abafado pelo beijo lhe escapar.

Minhas mãos percorriam ferozmente pelo teu corpo, suas coxas, seios, cintura, todos viraram lugar para minhas mãos sedentas pelo teu calor.

O beijo cessou por um instante, os olhos dela, aqueles lindos olhos castanhos escuros pedintes para mais um beijo, agora mais suave, carinhoso, focado em explorar cada milímetro de sua boca enquanto apertava-a fortemente contra minha cintura.

Ousei, abri o botão de sua calça, meus dedos ansiosos para percorrer aquele caminho que ainda não havia sido explorado. Por um momento percebi a hesitação em seus olhos.

Com calma e leveza afastei a calça e sua calcinha preta, por um rápido momento me contive em acariciá-la por cima de sua roupa de baixo.

Beijei-a com mais força e senti seu corpo amolecendo, se rendendo a minha investida. Foi à deixa, deslizei meus dedos sobre seu sexo, pude sentir uma leve contração do seu quadril, relaxado e ao mesmo tempo ansioso.

"Úmida, quente e dançando junto aos meus dedos."


P.s. - por capricho adoro ser narradora-personagem de meus contos, espero que vocês apreciem.