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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Solitude

Uma palavra nova, para novos sentimentos.
Eu sempre fui uma entusiasta do amor, de como ele nos move e conecta.
Tudo se torna mais doce.
Doce...
Como se o amor fosse o grande prêmio nessa vida cinza.
E nessa descoberta de amar, poderia descrever de várias formas como já me senti completa e de como já me senti vazia.
Hoje, percebo que essa ânsia de amar e viver esse amor ainda é o que me cativa para um futuro.
Porem a cada dia mais eu aprendo que sou uma apaixonada em um mundo frio.
A intensidade de sentimentos assusta e afasta.
Eu não sei me adequar as regras e porquês de tudo isso.
Continuo vagando em busca de quem sabe um novo significado.
O resguardo não é uma punição por fracassos, é apenas a busca pelo equilíbrio.
O que será que tudo isso significa?
 A ansiedade pela resposta me tira o sono.
E a incapacidade de me entregar me entristece.
Eu estava lá para meus próprios conselhos.
O perder tudo, não me deixou o que lamentar.
E como se eu fechasse os olhos, eu conseguisse me sentir viva novamente.
Fechar os olhos.
Talvez amanhã,
Talvez amanhã, eu consiga mergulhar de novo.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Esses dias estou saudosa.

Veja, não é saudade de um tempo que passou.
Saudades das pessoas que fizeram parte do meu passado, e em algum momento foram tão importantes para mim, e hoje nem sei como elas estão.
Estou relembrando de como era infantil, e ainda sou. Como quando fazia bico pedindo atenção alheia e me sentia tão sozinha.
As trapalhadas, o sarcasmo, tudo que foi mudando, ou o que deixou de existir.
Tantos gestos, pessoas, momentos.
Melhor disso tudo é ver as pessoas que continuam ao meu lado, outras que se aproximaram.
Lembrando-me daquela menina arredia e bicuda, que se tornou uma mulher igualmente bicuda (risos).
Essa inquietação de saber tudo, lembrar de tudo e viver tudo.
Muitos pensamentos e poucas palavras.
Acho que reflexão significa isso afinal.
Eu consigo sentir tudo ao redor.
Eu só não consigo distinguir ainda o que eu sinto.

Apenas, estou viva.

sábado, 5 de julho de 2014

Madness



Já faz algum tempo que tento entender o que aconteceu.
Quando eu olho para trás eu nunca sei se eu vou entender essa história.
Eu fui tão ingênua, tão confiante, mas agora enxergo que não perdi muita coisa
Você foi sim importante para mim, você foi sim uma pessoa que me fez feliz.
Eu olho para as folhas digitais do computador e não consigo escrever muitas coisas.
Assim como o Outono, eu fiquei crua na forma das arvores sem folhas.
Anestesiada e talvez um pouco cética.
Não, isso não é ruim.
Eu apenas lembro-me de como era.
E como alguém que termina um capitulo, eu termino com aquela que era aquela nossa música.
Eu não quero que ela tenha você como significado.
Eu estou me permitindo viver algo tão bom, vou me contentar com sua “filha-da-putagem” como conclusão de uma tese malfeita.
Eu não espero que você se importe, pois eu finalmente entendi do que eu realmente preciso.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Verbo

Nunca precisou de ninguém para dizer o que fazer.
Dizia que isso era seu charme, como quem solta palavras encantadoras enquanto ajeita o cabelo.
Fazia, falava, andava, odiava e amava...
Imperativo em toda sua forma.
Vivia a sua maneira intensamente.
Roubavam-lhe sua força a cada vez que lhe diziam palavras falsas.
Rugia, a dor sempre teve significados mais fortes em suas formas adjetivas.
Conhecia o significado de cada pontada em seu peito, mas sempre soube que seria passageiro.
Se reerguia com o dobro da força que o derrubou.
Entendia muito bem que a beleza das palavras vazias, elas entonavam canções de promessas não cumpridas.
Absorvia cada sílaba e a jogava ao vento em formas de prosa e poesia.
A caminhada nunca terminou, mesmo com a página virada, o verbo se via aprisionado em um livro com capítulos sem títulos apropriados a sua narrativa.
Ao voltar as folhas com rabiscos e manchas de suas lagrimas, decidiu começar uma nova história...

Desse novo amor...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Tempo


É algo estranho, às vezes peço que passe logo, as vezes não quero que passe.
Vivo nesse dilema, o tempo que levou para eu crescer, o tempo que levou para eu me entregar de novo a alguém, o tempo que vou levar para começar de novo.
Já não penso em mim com tanta frequência.
Meus pensamentos sempre se estendem a você, em compartilhar meu tempo com você.
Mas esse tempo é determinado, esse tempo é curto.
Pensamentos que sempre martelam na minha cabeça, cada vez que meu coração dispara.
Tempo você é um ingrato, ou eu seria ingrata de não aproveitar melhor?
Cansei de dramas, cansei de problemas, cansei de muitas coisas, apenas queria viver algo que me satisfizesse por completo, e olha só você chegou aqui para isso, só que o tempo não quer prolongar, ele briga, ele pede, e nos obriga a aceitar.
E ai depois começa tudo de novo.
Mais uma vez.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

E hoje bateu a tristeza. Dia quatorze


Foi vendo coisas antigas, mensagens, ou talvez lembranças.
Sempre assim, mas é uma tristeza de não ter ninguém pra abraçar, e poder apenas chorar ou resmungar alguma coisa.
Sou pisciana carente, e não só de beijos de abraços, mas daquela atenção ou um telefonema perdido no meio da noite.
Já nem sei se quero encontrar isso de novo, porque sei que não estou preparada para tal.
Mas dói, sinto falta, essa minha escolha de viver solteira, faz pouco tempo, mas é um tempo que a muito não tinha.
Se apoiar nos amigos se tornou uma necessidade, uma distração, e um refugio.
Busco a cada dia fazer coisas que a muito estão pendentes, me resolver, consertar o meu coração que estava sempre funcionando no tranco.
Mas dói, dói mudar, dói perder, e quem sabe doa ganhar.
Essa tão extensa reciclagem me faz pensar, me faz enxergar tantas coisas que por tanto tempo ignorei, deixei de lado.
Sempre deixei de lado.
Meu grande erro, encarar as coisas, enfrentar, ser tão determinada e ao mesmo tempo contornar as diversas situações da vida, pouca vida, me faz ver o quanto sempre fui fraca.
E não é tão fácil assim jogar essas verdades na minha cara.
Verdades essas que sempre quando percebia ia correndo para os braços de alguém.
Me lamentar, me sentir vitima.
Faz quatorze dias que comecei esse processo.
E dói.
E hoje, esta com mais quarta-feira de cinzas do que efetivamente amanha.
Quero que o vento leve as cinzas tão logo...Tão logo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Empty box.



Frio.
Ele apenas nós deixa tão próximo e ao mesmo tempo tão distante de qualquer sensação que aos poucos você se acostuma.
O meu timbre rouco, quase desagastado impõe meus desejos.
O jeito que as palavras arranham minha garganta, ansiando por sair de meu peito.
Exigindo, protestando, o silencio não me cabe mais.
Não cabia mais em mim.
*Grito*
Até cansar, até conseguir, até me libertar.
Dessa vez não quero ninguém para me salvar.
Eu já estou a salvo, da minha loucura.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Antes da tempestade...


E de repente, cai a ficha.
Um aperto no peito, sensação de descoberta misturada com muitas incertezas novas.
Encolho-me e tento entrar no meu mundo, tentar respirar e não consigo.
Depois de viver alienada por tanto tempo a queda sempre é brusca.
Quando acho que encontrei algum vestígio de paz ela foi tirada e eu nem sei dizer como.
Pensamentos desconexos me fazem perguntar será que é “Antes da calmaria vem à tempestade”, ou, “Antes da tempestade vem à calmaria”.
Eu que costumava sempre saber o que eu queria agora fico ansiosa esperando o tempo me dizer.
Certamente esse novo “eu” me assustou e fez ver  o quanto sou covarde e imatura.
Fraca.
E tomar ciência de tais fatos me deixa tão inquieta ao ponto de tentar agir como uma criança novamente.
Mas sinto uma força muito grande dentro de meu peito, e é ela que vai juntando os pedaços e vai me motivando aos pouquinhos.
Tirar os óculos e esfregar os olhos num ato de impaciência e cansaço físico e mental já se tornou uma rotina tão constante.
Talvez não devesse sentir tanta vergonha de tomar um tapa na cara depois de ter dado o mesmo. Mas o retorno é sempre mais doloroso, e viver algo que seria o mais correto possível se faz necessário a cada lembrança sussurrada em meu inconsciente.
Após todas essas mudanças e não mudanças que passei o tempo de reorganizar e me focar mais uma vez chegou.
E quem sabe agora eu enfim consiga...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

2.3





"Mais uma vez verei o desabrochar das flores na Primavera.
Mais uma vez sentirei a liberdade do Verão.
Mais uma vez sentirei a necessidade de um abraço acolhedor ao chegar do Inverno.
E mais uma vez eu assistirei as folhas caírem em uma tarde nublada de Outono.
Que seja doce mais uma vez.
Mais uma vez..."

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A viagem...

"Ela se despediu.
Odiava despedidas, mas dessa vez era necessário.
Sufocou o coração segurando suas lagrimas.
A partir dali ela sabia que nada mais seria o mesmo, e mesmo estando perdida ela iria seguir.
Deixou para trás algumas lembranças desnecessárias, colocou na bagagem os sonhos antigos e foi.
Foi para onde ninguém podia segui-la, se sentia doente demais para ter alguém próximo.
Era nítido que o caminho a ser trilhado não teria nenhum espaço para ancorar em algum porto que se julga seguro, não haveria espaço para mais paixões.
Sentia medo, como viveria assim?
O mundo a sua frente está tão quieto...
Sabia que mentia constantemente para ela mesma, sabia que estava fazendo uma viagem sem volta, mas o necessário nem sempre é o que queremos.
Em alguma de suas paradas, encontrou alguém, alguém como um brilho, medo, sentiu medo, o que faria?
Deixaria os ventos carregarem sua saudade?
Fechou os olhos e deixou-se levar em algum sonho, deixando escapar para uma próxima oportunidade, uma nova oportunidade com gosto de lembranças que ainda não aconteceram.
E caminhou até o silencio do mundo novamente.
Somente sussurrando, lembre-se de mim..."

sábado, 5 de novembro de 2011

101

Meu cigarro está acabando...

E meus olhos estão pesados.

Sexta-feira,

Preciso realmente controlar minha imaginação.

Eu imagino um mundo, e pessoas, ideais, fantasias e simplesmente fico na esperança que aconteça.

Ansiedade.

Alguém me diz que não é apenas um sonho,

É real, meu mundo é real.

Não ele não é e você sabe...

Tão duras às palavras que me transportam para a realidade.

Nua e crua, mais cruel, mas é a realidade.

Por que me permito viver em meus sonhos?

Até onde é sonho e até onde é realidade?

Perco a noção e quando acordo,

Nossa!

Onde estou?

Em minha pequena vida sem graça de novo.

Tento tomar cuidado, mas como uma droga, meus pensamentos me tiram da realidade.

Bosta.

Era tão bom isso aqui, mas por que acabou?

Estava tudo tão bem...

Não, você imaginava estar, você acreditava mais nos sonhos do que em seu próprio sentimento.

*Tomo mais um gole da cerveja, enquanto afundo minha cabeça entre minhas mãos.*

Infelizmente você sempre fez isso, e só agora se deu conta que você mesmo cria e você mesmo destrói.

Mas eu não fiz nada.

Ah você fez, você idealizou alguém, você sonhou demais e esqueceu-se de viver seu dia-a-dia, e se decepcionou quando viu que o que você tinha sonhado não era real.

*uma lagrima*

Mas...

Pare de se justificar e assuma, pare de se sentir vitima, não tente ser frágil, você não é e não tem tempo para isso.

Ok...

Entendeu agora, tudo sempre teve uma culpa sua, agora, assuma e se reerga, afinal você tem novos sonhos para encontrar.

Ok...

E não se esqueça, sonhe e realize, afinal você precisa ouvir isso para entender que existe uma grande diferença entre sonhar e realizar.

*Um dialogo, entre meu ego e meu coração.*

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ser lésbica e Solteira - Parte X

Me sirvo de uma dose generosa de uísque, e me deito no sofá cama de minha sala.
“Plugo” os fones de ouvido ao notebook com musicas que me relaxam e animam ao mesmo tempo e deixo meu cigarro ainda apagado apoiado ao cinzeiro.

Este é meu fatídico ritual de escrita, que hoje veio acompanhado de incenso para harmonizar o ambiente.

Como se fosse uma meditação, esvazio minha cabeça.

E deixo simplesmente as palavras saírem.

Dou o primeiro gole e sinto meu corpo relaxar e logo reagir a bebida.

Ultimamente me tornei uma espécie de espectadora de minha vida, queria me sentir um pouco alheia as minhas necessidades insistentes de tentar resolver tudo de uma vez.

Queria assistir a minha realidade, fazendo disso uma tentativa de analise ao tudo que venho passando.

Tento me livrar da tamanha ansiedade que carrego em meu peito. Uma tarefa bem difícil de fato, pois minha ansiedade reside em tudo na minha vida, por ex:

Para acabar a semana, para comprar/vender meu carro, para terminar a faculdade, para chegar logo o almoço, para acabar logo a aula, para receber meu salario, para encontrar uma companheira, para me ajeitar financeiramente, para alugar minha casa, para terminar de ler o livro logo, etc...

Para mim é “normal” viver com essa certa pressão com que vivo.

Engraçado que a única coisa com que tenho essa ansiedade brutal e com a escrita, com ela sempre cumpro meu ritual com prazer e sem pressa, na realidade existe uma certa satisfação toda vez que paro e escrevo, pode ser do assunto mais banal até uma reflexão assídua de minha vida.

Ela jorra, gritando, extravasando todos os meus sentimentos, de forma clara e simples, algo que certamente em um dialogo terei mais dificuldade em expressar do que talvez em uma carta qualquer.

*pausa para acender o cigarro e traga-lo*

Decidi com tanto afinco mudar meu jeito de ser que isso não tem passado despercebido por colegas de trabalho, em casa ou em qualquer lugar.

Percebi que quero ser feliz, mas não uma felicidade falsa, sabe aquela sensação de paz que você sente apenas por ter acordado bem?

Decidi coloca-la em pratica, quero sorrir, quero ter sensações e oportunidades novas.

E existe uma grande diferença, meu bem, quando você realmente quer isso.

Você atrai, você enxerga, e por fim, você vive isso.

Queria poder definir isso em palavras, não é uma sensação que você experimenta namorando, é uma felicidade própria, leve, sem desespero, o único compromisso que você tem no momento é com você.

Estou até pensando em comprar uma aliança e colocar no meu dedo para assumir esse compromisso comigo. (risos)

Sempre funcionei bem com alianças, elas sempre me mostram um compromisso serio, um símbolo que representa minha dedicação para com o relacionamento.

Mas voltando ao foco, vejo que me perdi tanto em meio a relacionamentos conturbados, perdi tantas experiências minhas, próprias, tantas vontades que abafei com a euforia de uma paixão, que hoje não entendo como pude permitir eu  me anular tanto.

A ficha realmente caiu para a pisciana retardada aqui.

Agora estou me permitindo viver, com todos meus defeitos e qualidades em evidencia, me permitindo sonhar e enfim realizar muitas de minhas vontades, desde sair sem rumo, até aproveitar a companhia de amigos e família.

Tá já estou sendo dramática demais em relação a tudo, mas é que queria compartilhar isso com todos.

Estou feliz sem estar namorando, e sim isso existe na vida de pisciano!

(risos)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Bem estar.

Logicamente que após a ultima tentativa de tirar minha vida eu fiquei extremamente introspectiva.

Não me agradará o fato de tentar tirar minha vida, me vi ao fim do poço.

Depois de tantos anos com relacionamentos desastrosos, problemas diversos, dentre eles o financeiro, eu percebi que precisava recomeçar.

Mesmo estando solteira há quase quatro meses, a ficha realmente caiu agora.

A hora do ponto final em certas atitudes era necessário.

Primeiro passo, de onde começar?

Havia tantas incertezas, tantos medos, tantas decepções!

Comecei por onde era mais delicado, meu Eu.

Quem eu era, quem estava sendo e o que pretendo ser.

No embalo desses pensamentos, levantei-me e decidi parar com tudo, recomeçar do meu zero.

Quais eram meus medos, bem ainda não sei ao certo, mas o maior e mais difícil era a solidão.

Sempre almejei uma família, um casamento, alguém com quem pudesse caminhar.

Mas percebi que antes disso queria alguém para fugir dos meus problemas me focando nos dos outros.

Dura realidade, e percebi que dentro desse patamar, havia tantos problemas pessoais que me matavam antes mesmo de minar um relacionamento.

Sempre fora audaciosa, fiquei até surpresa com essa revelação, nunca tive duvidas para resolver, sempre fui pratica ao extremo até, e perceber isso notei, era pratica com terceiros, no meu intimo todos estavam “empacados”, sem soluções, apenas lá esperando alguma atitude.

Pude compreender tudo, e todos meus relacionamentos anteriores tiveram um clarão de certeza. Nunca dará certo sem isso.

Por que tinha tanto medo de encarar minha realidade?

Sempre conquistei tudo que queria, tenho um bom emprego, estável uma remuneração satisfatória, minha faculdade, ah essa sim sempre sofreu com meus impulsos, pela terceira vez tento me graduar, sempre fora deixada de lado a mercê de meus impulsos, finalmente moro sozinha, uma conquista minha que sempre quis, meu canto, minhas coisas, meu espaço, minha liberdade.

Não me satisfiz em ver o que estava fazendo, e fui mais a fundo, olhei-me dentro de meu espelho d’alma, e o que vi foram promessas e tentativas fracassadas de alcançar algo que suprisse minha insegurança.

Incrível, sempre fui insegura, não me achava capaz, digna, e coisa e tal. Como podia?

Percebi que por isso, nunca terminara de fazer minhas coisas, parava pela metade.

Preguiça, desmotivação, gente quanta coisa.

Fiquei preocupada com o que vi.

Mas ao mesmo tempo me via forte, capaz de mudar tudo isso, buscar soluções e pensamentos diferentes para todos os problemas.

Decidi estudar a meu modo e assim me disciplinar a minha espiritualidade, decidi enfim encarar minha vida como se deve: Com coragem, perseverança e fé.

Meu coração antes vazio, se enche de alegria por ver que finalmente comecei a respeita-lo.

Ainda a muito para ser acertado, mas hoje já obtive uma certeza, um novo ciclo começa!

Reflexão.

Eu, desde o ultimo texto que escrevi aqui no blog, me fechei em duvidas e receios.

Sábado pela manha, acordei com o corpo moído e me sentia desmotivada para levantar até mesmo para ir ao banheiro.

Levantei-me e por um momento decidi, não dava mais para continuar assim. Precisava tomar uma posição perante minha vida.

Tomei um banho e sai, iria para Av. Paulista, comprar livros e passear.

Chegando a Livraria Cultura dentro do Conjunto Nacional, fiquei inquieta. Não sabia que livro comprar, e por fim decidi olhar os livros, até que veio um nome a minha cabeça “Ninguém e de Ninguém / Zibia Gaspareto”. Confesso que foi muito estranho, mas logo decidi procurar o bendito livro, há tempos meu amigo Fabio falou para lê-lo, ao encontrar já desci feliz para pagar.

Paguei e sai, fui direto a algum lugar para poder ler, como estava com fome decidi ir ao Mac Donald’s comer algo e já ficar por lá para ler o livro.

Praticamente devorei as cem primeiras paginas, e como o lugar estava muito cheio decidi ir para um bar pedir uma cerveja e continuar a leitura.

Lia cada pagina como se descobrisse minha essência, se encontrasse respostas para muitas de minhas perguntas e encontrasse discernimento para tantas angustias e duvidas. Por fim, encontrei algumas respostas e muitas, mas muitas perguntas que agora em êxtase por terminar de ler, entendo que preciso controlar essa minha imensa ansiedade em saber e descobrir tudo.

Fiquei pensativa, assim que li a ultima frase e fechei o livro.

Em todos esses anos relutei, fui descrente, fui presa a tantos preconceitos, tantas magoas por assim dizer, e agora percebo que tudo sempre, mas sempre mesmo vem na hora certa.

E uma imensa paz me preenche, tornando tudo tão fácil, tão leve!

E como se uma mão pousasse em meu ombro e me fortalecesse. Mais que isso, um amor muito maior que ainda me julgo incapaz de entender preenchesse todo meu peito antes vazio e triste.

Apenas queria compartilhar e registrar aqui um momento só meu de descoberta, de certezas e de paz.

Peço desculpa ao texto não muito elaborado, entenda que ele não é um desabafo e sim uma comemoração, ao meu jeito. Simples e com muita emoção.