quinta-feira, 14 de abril de 2011

Saudades...

Saudades de um tempo que passou e agora não volta jamais.



Todas as minhas lembranças soltas em palavras que querem sair.


Tenho saudades do que eu era há tempos atrás; mais livre, mais eu.


Hoje o que eu sou reflete tanto meu passado que me pego em “deja vus”.


Tantas alegrias e tantas tristezas me transformaram em uma pessoa às vezes tão forte e às vezes tão fraca.

Meu singelo ato de chorar quase não existe mais, sinto falta de chorar e poder extravasar como antes.

Meus pensamentos antes tão emocionais, hoje são apenas racionais, muito mais calma e objetiva talvez.


Às vezes minha vontade de gritar tão alto, para que pudesse quebrar todos os males ao redor é tão impulsivo e necessário quanto o simples fato de respirar fundo.


Olho no espelho sempre procurando aquele brilho no olhar que parece estar adormecido, caminhando junto com a esperança de entender minhas escolhas.


Busco uma paz que simplesmente não a encontro. Essa inquietação angustiante que sinto todos os dias como se esperasse que todas as respostas aparecessem a minha frente.


Tolice!


Deixo-me levar pelos sentimentos bons que me movem, me trazem e aconchegam.


Simples assim e também difícil assim.

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