E de repente, cai a ficha.
Um aperto no peito, sensação de descoberta misturada com
muitas incertezas novas.
Encolho-me e tento entrar no meu mundo, tentar respirar e
não consigo.
Depois de viver alienada por tanto tempo a queda sempre é
brusca.
Quando acho que encontrei algum vestígio de paz ela foi
tirada e eu nem sei dizer como.
Pensamentos desconexos me fazem perguntar será que é “Antes
da calmaria vem à tempestade”, ou, “Antes da tempestade vem à calmaria”.
Eu que costumava sempre saber o que eu queria agora fico
ansiosa esperando o tempo me dizer.
Certamente esse novo “eu” me assustou e fez ver o quanto sou covarde e imatura.
Fraca.
E tomar ciência de tais fatos me deixa tão inquieta ao ponto
de tentar agir como uma criança novamente.
Mas sinto uma força muito grande dentro de meu peito, e é
ela que vai juntando os pedaços e vai me motivando aos pouquinhos.
Tirar os óculos e esfregar os olhos num ato de impaciência e
cansaço físico e mental já se tornou uma rotina tão constante.
Talvez não devesse sentir tanta vergonha de tomar um tapa na
cara depois de ter dado o mesmo. Mas o retorno é sempre mais doloroso, e viver
algo que seria o mais correto possível se faz necessário a cada lembrança sussurrada
em meu inconsciente.
Após todas essas mudanças e não mudanças que passei o tempo
de reorganizar e me focar mais uma vez chegou.
E quem sabe agora eu enfim consiga...
3 comentários:
A coisa tá bagunçada hein...
Tá fia...Tá osso
Eitaaaaa.....mas já dizia o filósofo que não há bem que sempre dure, mas não há mal que nunca acabe! A vida é inconstante, entediante, alucinante, gratificante....boa sorte sempre lindaa!
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