terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

E hoje bateu a tristeza. Dia quatorze


Foi vendo coisas antigas, mensagens, ou talvez lembranças.
Sempre assim, mas é uma tristeza de não ter ninguém pra abraçar, e poder apenas chorar ou resmungar alguma coisa.
Sou pisciana carente, e não só de beijos de abraços, mas daquela atenção ou um telefonema perdido no meio da noite.
Já nem sei se quero encontrar isso de novo, porque sei que não estou preparada para tal.
Mas dói, sinto falta, essa minha escolha de viver solteira, faz pouco tempo, mas é um tempo que a muito não tinha.
Se apoiar nos amigos se tornou uma necessidade, uma distração, e um refugio.
Busco a cada dia fazer coisas que a muito estão pendentes, me resolver, consertar o meu coração que estava sempre funcionando no tranco.
Mas dói, dói mudar, dói perder, e quem sabe doa ganhar.
Essa tão extensa reciclagem me faz pensar, me faz enxergar tantas coisas que por tanto tempo ignorei, deixei de lado.
Sempre deixei de lado.
Meu grande erro, encarar as coisas, enfrentar, ser tão determinada e ao mesmo tempo contornar as diversas situações da vida, pouca vida, me faz ver o quanto sempre fui fraca.
E não é tão fácil assim jogar essas verdades na minha cara.
Verdades essas que sempre quando percebia ia correndo para os braços de alguém.
Me lamentar, me sentir vitima.
Faz quatorze dias que comecei esse processo.
E dói.
E hoje, esta com mais quarta-feira de cinzas do que efetivamente amanha.
Quero que o vento leve as cinzas tão logo...Tão logo

2 comentários:

Escaminha disse...

Os bons ventos soprarão...e com ele as cinzas irão.
Boto fé.

Anônimo disse...

Fica bem.