Nunca precisou de ninguém para dizer o que fazer.
Dizia que isso era seu charme, como quem solta palavras
encantadoras enquanto ajeita o cabelo.
Fazia, falava, andava, odiava e amava...
Imperativo em toda sua forma.
Vivia a sua maneira intensamente.
Roubavam-lhe sua força a cada vez que lhe diziam palavras
falsas.
Rugia, a dor sempre teve significados mais fortes em suas
formas adjetivas.
Conhecia o significado de cada pontada em seu peito, mas
sempre soube que seria passageiro.
Se reerguia com o dobro da força que o derrubou.
Entendia muito bem que a beleza das palavras vazias, elas
entonavam canções de promessas não cumpridas.
Absorvia cada sílaba e a jogava ao vento em formas de prosa
e poesia.
A caminhada nunca terminou, mesmo com a página virada, o
verbo se via aprisionado em um livro com capítulos sem títulos apropriados a
sua narrativa.
Ao voltar as folhas com rabiscos e manchas de suas lagrimas,
decidiu começar uma nova história...
Desse novo amor...
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