Felicidades passageiras.
Num sufoco de tentar abafar meus sentimentos vivo intensamente.
A lua sempre me lembra que há um dia seguinte.
Seja ele belo, ou apenas chuvoso.
Essa minha impaciência diz que preciso ter calma.
Mas como ter calma quando quero tudo? Agora?
Uma liberdade provisória eu crio a cada noite, minhas noites não são mais de sonhos, prefiro ficar acordada, viver, ver, descobrir, fingir, sentir.
E às vezes na tentativa de querer o nunca mais se torna tão constante que os seus sentimentos somem.
Tu passas a viver conforme o vento mexe em teus cabelos e leva teu corpo.
É assim que se vive?
Eu não encontro respostas, apenas sigo meu impulso de querer mais e mais.
Qual a melhor saída?
Vamos deixando de dizer o importante, e o que sentíamos, e tudo que resta é um mundo cinza que tentamos desesperadamente colorir.
É tudo sem sentindo sem amor.
Fica tão...
Vazio.
O egoísmo que impera sempre a sua volta deixa tudo tão desmotivante, e nunca há espaço para o próximo.
Vejo que muitas vezes as demonstrações de carinho são poucas perto de momentos fúteis que invade a sua rotina.
E tudo se esvai, tornando um nada.
Nada, sempre, sempre é nada, nada é para sempre.
Quem sabe um amanha é bem melhor do que o meu ontem?
É sempre melhor deixar para depois.
O coração sempre espera, por hora é melhor esquece-lo batendo dentro do peito do que apenas deixa-lo se machucar de novo.
É melhor se perder em momento do que emoções.
Ontem a noite me olhei no espelho, é tão estranho ver todas as transformações e perceber que quanto tempo fazia que não me olhava.
Enxergar você através dos seus próprios olhos é totalmente diferente, algo novo.
Quero descobrir algo novo em mim e para mim.
Talvez isso não precise tanto de amor.
Eu espero.
“Ontem a noite eu conheci uma guria...”(Engenheiro dos Hawaii - Piano Bar)
“Amanha ou depois, tanto faz se depois for nunca mais...”(Nenhum de nós – Amanha ou Depois)
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