domingo, 16 de outubro de 2011

Meninas, mulheres, amantes e delicadas.

Nunca entendi muito bem porque desde pequena sentia vontade de ficar mais próximo as minhas amigas.

Era sempre a menina-moleque, andava sem camisa, subia em arvores, empinava pipa, jogava futebol, taco, gostava de aventuras e de brincar de lutinha.

Era audaciosa, impulsiva, dinâmica, gostava de competir, de jogar vídeo-game, tinha vontade de descobrir um mundo só meu.

Fui descobrindo ao passar dos anos, ouvindo na escola aos 8, 9 e 10 anos que eu era maria-homem, maria-sapatão, nem sabia o que significava isso, apenas me ofendia e batia em quem me chamava assim.

Com onze anos, conheci uma coisa que até então desconhecia, a palavra “lésbica”, um amigo meu virou e perguntou se eu era lésbica, eu sem entender disse que não e nem sabia o que era isso. Ele me explicou que era meninas com meninas. Fiz a menção que não era, e fiquei até surpresa pois não sabia que existia isso.

Aos treze anos tinha uma melhor “amiga” como qualquer outra menina da minha idade.

Só que a diferença era, eu tinha ciúmes dela, vontade de ficar perto, olhava para ela com vontade de abracar e beijar. Fiquei em pânico, como eu, Rebeka, posso estar apaixonada pela minha melhor amiga?!

Depois de muito pensar, filosofar, ah sou uma boa pisciana que adora filosofar, decidi que não havia nada demais nisso, afinal qual o problema de gostar de uma mulher?

Foi quando na maior cara de pau do universo disse a minha mãe: - Mãe, se eu quiser ficar com uma mulher eu fico, se eu quiser ficar com um homem também fico.

E foi assim que sem perceber sai do armário. Logicamente minha mãe não levou a serio e um ano depois comecei a namorar o Rodrigo.

Continua....

Um comentário:

Escaminha disse...

Fico besta de ver como somos tão parecidas piveta...acho q é por isso que eu te considero tanto!

A única diferença foi que eu só me despertei (quase um retardo temporal) quase 10 anos depois de vc...kkkk