Antes de começar meu namoro com Rodrigo, estava convicta que era bissexual, gostava de ambos os sexos.
Tinha quatorze anos, quando fiquei com minha amiga.
Foi uma experiência única, onde percebi que realmente sentia “tesão” pelo sexo feminino, não passou de beijos e amassos, mas foi algo confidenciado a somente nos duas. Um segredo de meninas.
Como me apaixonei pelo Rodrigo, até então meu amigo na sala de aula, decidi não ficar mais com ela, uma porque era só farra de sua parte e eu não gostava muito de traições.
Meu namoro com ele foi tranquilo no inicio, muitas descobertas de ambas as partes, com quinze anos perdi minha virgindade com ele. Foi um namoro bom, calmo, mas ele como um bom virginiano metódico me irritava um pouco. (risos).
Nosso namoro durou quase três anos, quase no final do namoro me via desesperada; meu desejo por mulheres estava se tornando extremo, com o simples fato de olhar e imaginar já me excitava por completa. Não me sentia completa com ele, faltava algo, ou como dizem tinha algo a mais (risos). Foi quando ele decidiu terminar o namoro, eu com quase dezessete anos me vi livre e desimpedida para satisfazer a minha curiosidade e necessidade.
Foi quando em março de dois mil e seis, houve a formatura de minha prima, Leticia, foi em Campinas. Tinha acabado de completar dezessete anos, e fui para a festa. Chegando lá, muita bebida, muitas pessoas felizes por concluírem a faculdade, festa e mulheres, mas somente uma me chamou atenção, Patrícia, prima de minha prima, dez anos mais velha, até hoje não consigo entender ou compreender direito o porquê que somente aquele dia me senti fascinada por ela.
Cabelos castanhos claros, olhos castanhos escuros, seu vestido longo verde, e um copo de uísque na mão. Um sorriso e pronto, lá estava eu olhando para ela.
Eu nunca havia bebido muito em minha vida, mas confesso que não justifico ou tento justificar meu olhar malicioso para ela.
A festa transcorria bem, e já estava dando sinal de fim, quando Patrícia já alcoolizada, dançando comigo, resolve em um dialogo pedir para acompanha-la ao banheiro.
Confesso, não imaginava o que estava por vir.
Ao chegar à cabine, entramos juntas, afinal ela estava um pouco “alegre” demais, e estava ajudando-a. Ao entrarmos, ela perguntou se eu ia usar o banheiro, e em uma negativa simples com a cabeça respondi. Não houve mais diálogos, ela apenas me puxou pela nuca e me deu um beijo.
Eu jamais conseguiria explicar todo o turbilhão de sensações e a umidade inegável entre minhas pernas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário